sexta-feira, julho 20, 2012

Fase da Conquista?!


No começo tudo é lindo...ele faz questão de te buscar em casa e abrir a porta do carro, alguns surpreendem com flores, levam em bons restaurantes, pagam a conta, te enchem de elogios, não querem desgrudar, ligam toda hora, mandam mensagens fofas...ah, o amor! Nunca fui uma pessoa grudenta, mas demonstrações de carinho (in private, não no facebook) sempre é uma delícia! Pois é, estou nessa fase, totalmente apaixonada em uma fase inicial de relacionamento...apesar de ser um velho amor ainda e sempre.

Não gente, não estou falando de homem, mas sim da cidade onde nasci, a velha e louca cidade da garoa, São Paulo. Depois de passar oito meses na cidade maravilhosa (que realmente é maravilhosa), voltei para São Paulo no início de julho. Continuo com o mesmo trabalho para a minha eterna rainha dos baixinhos, mas não adianta, mundo corporativo flui mesmo é em São Paulo, então vamos fazer o negócio acontecer! E a mudança ocorreu rapidamente, e eu vim "amarradona", como dizem os cariocas, dirigindo meu carro pela Dutra, com direito a parada em Aparecida para agradecer o cara lá de cima...porque nenhum lugar me faz me sentir mais em casa do que São Paulo. E eu tive que rodar por aí para chegar a esta conclusão!

E aí que, como em um bom relacionamento em fase inicial, eu não posso me declarar para ela assim, fácil...então tenho feito jogo duro, entrei em uma dieta pesada para não ser vencida pelos inúmeros restaurantes deliciosos com adegas maravilhosas, mas em contrapartida descobri o Parque do Povo, que é delicioso para caminhar e ver gente bonita (to em um relacionamento aberto com a cidade, ta?). E ela segue na determinação de me conquistar de vez...Cheguei em julho, mês de férias escolares, ou seja, trânsito quase inexistente, clima de frio com sol, cercada de gente que amo e que mora aqui, a uma distância que posso pegar o carro e chegar até minha família no interior. Tem como não amar?

Ok, eu me rendo. São Paulo, nosso destino foi traçado na maternidade! Maternidade Matarazzo para ser mais exata...e o sangue paulistano corre em minhas veias, apesar do sotaque caipira! Dos meus 33 anos, até agora são 13 anos morando aqui, e uma vida inteira nas rodovias Bandeirantes-Washington Luiz. Já somos casados e sem direito a divórcio, você faz parte de mim, e como todo casamento eu te aceito na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, no trânsito e na loucura, só espero que a violência um dia nos abandone...acho que é o único ponto que conflitamos! E em tempos de eleições municipais, me questiono porque ainda não transferi meu título para cá...o farei em breve, afinal tenho que ajudar a cuidar do meu amor, não é mesmo?

É pessoal, definitivamente alguma coisa acontece no meu coração...

 

segunda-feira, maio 21, 2012

Xuxa revela...e algumas pessoas também!

Domingo a noite o Brasil parou para assistir a entrevista da Xuxa no Fantástico, falando de assuntos que ela não havia falado antes, e de repente a maior de suas confissões reveladoras, o fato de ter sido abusada quando criança...chorei por meia hora. Curiosamente na noite anterior conversei sobre o assunto, um caso de uma pessoa que morava próximo, de família conhecida, muito bem de vida, aparentemente normal. Uma criança abusada, pais que não acreditavam, caso abafado, uma vida desencontrada por anos, a coragem de se abrir só depois de se mudar para bem longe fisicamente daquela realidade que lhe assombrava.

A entrevista repercutiu horrores, e até agora não consegui dormir pois estou chocada com os comentários machistas que chegam a me dar ânsia. E começo a entender um pouco o sofrimento e medo daqueles que passam por isso, muitas pessoas não acreditam em suas denúncias e buscam justificativas em seu comportamento, julgando-as. Sabe aquele pesadelo que temos, que não conseguimos falar, e dá aquela aflição horrorosa? Imagino que estas crianças passam por isso a todo momento, e com intensidade muito maior. Triste demais.

E o fato de ser a Xuxa polemiza ainda mais. E aí que eu li em facebook e twitter que, pelo fato da Xuxa ter namorado o Pelé, posado nua e ter feito aquele filme de pornochanchada, ela não é "anjinho", "santa", "vítima", entre outros absurdos. Ela causa tanto impacto que teve gente hoje dizendo que com 13 anos as crianças já sabem o que estão fazendo, o que pareceu um apoio a pedofilia, apenas para não ficar "do lado dela". E gente curtindo, apoiando. E o que mais me assusta é que essas pessoas são pais. Só posso concluir com isso o quanto sou privilegiada por estar brincando de Barbie com essa idade, cercada de amor em um lar com diálogo, compreensão e confiança.

Tudo bem se você não gosta da Xuxa...ninguém é obrigado a gostar ou aprovar as atitudes de alguém. Mas para mim ficou claro que a história aqui é a mesma da mulher adulta estuprada que, ao denunciar, ouve como resposta que o fato dela usar uma saia curta deu motivos para o estuprador. Ou ainda saindo do assunto abuso sexual, dizermos pro cara que foi assaltado em uma esquina, que ele não deveria passar ali, pois sempre tem bandido. A referência das pessoas para quem é o criminoso da história está muito distorcida, na minha opinião.

Sim, a TV tem sensacionalismo, briga de audiência e edições...mas eu procuro ver o lado bom das coisas, e pra mim pouco importa o IBOPE do Fantástico na noite de hoje, mas sim o índice de pessoas que se comoveram, que se sentiram menos "erradas" ao ver que a Xuxa é humana e passou pelo mesmo trauma que elas. Os pais que pararam pra pensar, as crianças que resolveram falar, os já adultos que afrouxaram um pouco aquela corda que os sufocava por tantos anos, as consciências tocadas.

Muitos acharam desnecessário, ou algum tipo de jogada. Para mim, foi um ato de coragem indiscutível de quem fala mostrando a cara, sem medo...e provavelmente com o objetivo de ajudar crianças e jovens, algo que ela já faz brilhantemente com sua fundação. O assunto era "Xuxa Revela", mas para mim hoje, infelizmente, teve gente que se revelou muito mais que ela...

quarta-feira, março 28, 2012

Um pouco sobre mim...

No último domingo, o jornal rio-pretense DHOJE publicou uma entrevista comigo, da qual adorei participar e falar sobre questões que julgo interessantes, selecionadas pelo meu amigo e jornalista Daniel Rondano. Como ele mesmo me pediu para "não economizar nas palavras", atendi sua solicitação, e o resultado são estas duas páginas que dizem um pouco sobre mim, e por isso resolvi replicá-las aqui, em texto e fotos. 

Espero que gostem!




A equipe do jornal DHoje traz esta semana um bate-papo com a administradora de empresas, Fernanda Gomes Luz Braga, que atualmente reside no Rio de Janeiro, dirigindo um projeto ao lado da rainha dos baixinhos, Xuxa Meneghel. Fernanda foi criada em Rio Preto e tem sua família radicada na cidade. Ela se formou no Ensino Médio aqui, fez faculdade em Ribeirão Preto e São Paulo e pós-graduação em Comunicação na Harvard Extension, em Cambridge, nos Estados Unidos, uma das melhores universidades
do mundo. Sem rodeios, Fernanda comenta também sobre a vida pessoal, redes sociais e polêmicas que já envolveram seu nome. Ela é tudo de bom para conversar, inteligente e com um papo alto astral. Leia
os principais trechos:


Jornal DHoje - Defina quem é Fernanda Gomes Luz Braga
Fernanda - Paulistana de nascimento, espanhola de sangue, rio-pretense de criação, cidadã do mundo por opção...mas sempre muito ligada à família e amigos pelo coração.


Jornal DHoje - Atualmente o que você faz profissionalmente?
Trabalho em uma holding de franquias como gerente de um projeto que diz respeito a criação de um novo negócio, ainda confidencial, mas que terá a primeira unidade no Rio de Janeiro e futuramente franquias por todo o Brasil.


Jornal DHoje -  Qual a sua formação? Por quais instituições de ensino você já passou? 
Estudei até o terceiro colegial no Anglo em Rio Preto, e com 16 anos passei na USP em Administração. Iniciei a faculdade na USP de Ribeirão Preto, e transferi para a USP de São Paulo no quarto ano por oportunidades de estágio, onde me graduei. Depois fui fazer 1 ano de pós graduação em Comunicação na Harvard Extension, em Cambridge, nos Estados Unidos.


Jornal DHoje - Vejo que você já estudou em uma das melhores faculdades do mundo, Harvard, como foi passar por essa experiência?
Foi incrível, a universidade é um sonho, o ambiente, os estudantes, os professores, tudo parece cena de filme, mas é vida real e tem que estudar pra valer, foi bem interessante.

Jornal DHoje -  De onde veio essa ideia de estudar la ? E por que estudar em Harvard?
Eu sempre tive vontade de estudar um tempo fora, preferi terminar a graduação no Brasil primeiro e tentar uma pós. Eu estava trabalhando em uma das maiores consultorias do mundo, a PricewaterhouseCoopers, quando decidi que era aquela hora ou nunca, se eu não fosse com 24 anos, dificilmente iria mais tarde, porque precisa de energia e determinação para aguentar, não é fácil. Aí busquei os cursos que me interessavam e encontrei este da Harvard que me encantou por ser Comunicação, com foco especial na escrita, o que considero algo primordial para qualquer profissão. Daí fiz todo o processo de provas e envio de documentos sozinha, e fui aprovada.


Jornal DHoje -  Hoje você trabalha ao lado de uma das mulheres mais influentes deste país, Xuxa Meneghel, como esta sendo para você esta experiência?
Eu trabalho em uma empresa que é parceira da empresa da Xuxa para um negócio específico, mais do que ela como celebridade, corporativamente falando o pessoal que trabalha com ela é muito profissional e capaz, então isto motiva ainda mais o meu trabalho e torna esta experiência enriquecedora. Eu sempre trabalhei em “bastidores”, podemos dizer, nas áreas administrativas de empresas, então o mais incrível desta experiência é a exposição e dimensão que meu trabalho pode tomar na mídia, por envolver uma celebridade como a Xuxa, tenho aprendido muito.


Jornal DHoje -  De quem partiu o convite para trabalhar com a rainha dos baixinhos?
Fui contratada pela SMZTO, empresa que trabalho, para gerenciar um projeto de novo negócio, como qualquer outro, e aconteceu de ser o negócio em parceria com ela.


Jornal DHoje -  Pelas redes sociais vimos que você é fã da Xuxa, mais do que a realização de um sonho profissional, você esta realizando um sonho pessoal também?
Sempre fui muito fã! Que criança teve a infância nos anos 80 e não sonhou em estar ao lado da Xuxa? Ela é ícone, ela é mito, ela é um sonho. Na época, minha mãe me levou à gravação do Xou da Xuxa no Rio, em excursão saindo de Rio Preto e foi demais, lembrança guardada com muito carinho. Hoje posso dizer que a emoção de trabalhar em um negócio com o nome dela, estar com ela em uma reunião, poder conversar, ouvir, materializar esta pessoa que admiro tanto é sim um sonho pessoal mais do que realizado. E hoje sou fã da artista, da pessoa e da empresária Xuxa.


Jornal DHoje - Conte-nos um pouco sobre suas experiências profissionais. Em quais empresas você já trabalhou?
Grande parte da minha experiência profissional foi construída em empresas multinacionais, como as consultorias PricewaterhouseCoopers, Convergys e Everis, além da precursora no mercado de telecomunicações, a sueca Ericsson. Também trabalhei enquanto fiz a pós nos EUA, na Câmara de Comércio Brasil-EUA em Boston. Antes de iniciar este projeto atual, eu passei 1 ano e meio por Rio Preto, na Rodobens Negócios Imobiliários.


Jornal DHoje - Você já trabalhou fora do país?
Sim, enquanto fazia a pós fui coordenadora da Câmara de Comércio Brasil-EUA, que estava começando em Boston, e através das consultorias que trabalhei fiz projetos na Argentina, Estados Unidos e Espanha.


Jornal DHoje -  Você já morou em muitos lugares, tanto no Brasil como no exterior. Qual desses lugares você mais gostou? E onde você quer envelhecer e constituir família?
Eu costumo dizer que sou de fácil adaptação, e procuro viver e curtir o momento, então todos os lugares que passei eu gostei muito e tenho algum tipo de carinho, apego. Já sonhei em envelhecer e constituir família em alguma cidade mais tranquila, mas hoje mais do que nunca eu sei que somos responsáveis por construir nosso próprio lar, então sinceramente não tenho uma cidade preferida para esse fim.


Jornal DHoje -  Hoje você é uma mulher realizada profissionalmente?
Me sinto bem com minha trajetória, mas acho que realizada nunca estarei, pois sempre quero mais...mais do que crescer, quero aprender, e fazer mais.


Jornal DHoje - O que você ainda almeja para sua carreira profissional?
Balancear carreira e vida pessoal, mas sem estagnar na rotina, com desafios e aprendizado sempre.


Jornal DHoje -  Você tem algum ídolo na área profissional? Você se inspira em quem?
Não tenho uma única inspiração, era fã de Steve Jobs, claro, acho que os brasileiros Eike Batista, Antonio Ermirio de Moraes, Abilio Diniz são grandes exemplos, mas não idolatro ninguém, acho que é todo mundo humano, passível de erros, e que muitas vezes tiveram que sacrificar vida pessoal pela profissional.


Jornal DHoje -  Falando um pouco sobre vida pessoal. Com uma carreira profissional bem sucedida, você se sente realizada também no lado pessoal?
Me sinto realizada por ter nascido e crescido em uma família unida, carinhosa, ética, espiritualizada, companheira e cercada de pessoas que me passaram valores pra toda a vida. Isso me dá força para tudo que faço. Ainda quero formar a minha própria família e poder transmitir esses valores para mais gerações.


Jornal DHoje -  Dizem que mulheres poderosas e bem sucedidas assustam os homens. Você acha que isso realmente é verdade?
Acho (risos)! A sociedade ainda não está totalmente preparada pra ter a mulher assumindo papéis de poder, que eram exclusivamente masculinos. Ainda ouço coisas como “você trabalha que nem homem” e eu respondo que não, que trabalho mais, porque a mulher tem que se provar melhor para que a aceitem. E para o homem é mais difícil “perder” esse poder que ele tinha sobre a sua mulher, para muitos ter uma mulher do lado que seja independente financeiramente é um risco de perdê-la a qualquer instante...mal sabem que, assim como eles, só queremos companheirismo e cumplicidade de quem está ao nosso lado, não precisam temer.


Jornal DHoje -  Você é uma pessoa que gosta bastante de viajar e já conheceu vários lugares. Qual desses lugares foi o mais exótico?
Ah, exótico com certeza foi a viagem à Ásia que fiz ano passado. Indonésia, Tailândia, Malásia, Cingapura...é outro mundo, cultura muito diferente, pessoas, religião, comida, comportamento, tudo. Ainda quero voltar para conhecer mais...


Jornal DHoje -  Qual viagem que você jamais faria novamente?
Nenhuma, não me imagino negando uma viagem...


Jornal DHoje -  E qual delas você repetiria?
Todas! Cada vez que você vai, é um olhar distinto, um aprendizado novo, uma colaboração diferente para aquele momento da sua vida, uma outra recordação.


Jornal DHoje -  Você é uma pessoa bastante ativa nas redes sociais. Como você analisa as redes sociais?
Acho fantástico! Eu vejo minha mãe, com 70 anos, encontrando amigos de infância e compartilhando fotos no grupo de Nova Granada do facebook e me emociono. Pensar que antigamente eles se distanciavam e se comunicavam por cartas sem saber se estas eram entregues, e quando recebiam resposta eram após meses...e hoje se falam em tempo real recordando dessa época! Do lado corporativo, a empresa poder ouvir seus clientes e instantaneamente alterar um produto ou campanha, resolver um problema que poderia lhe causar milhões em danos se diagnosticado só mais tarde, e poder divulgar suas novidades e medir o resultado rapidamente, é demais!
Mas infelizmente os usuários de redes sociais, para fins pessoais ou profissionais, ainda tem muito o que desenvolver para extrair todo o benefício que elas podem nos dar, além de terem que ficar atento para não causar mais ônus do que bônus.


Jornal DHoje -  As redes sociais acabam expondo muito a vida pessoal das pessoas. Isso já te atrapalhou em alguma coisa?
Não digo atrapalhar, nunca tive problemas por algo que eu expus, mas já fui exposta de forma que não me agradou, por pessoas que se aproveitaram de laços de amizades e confidências minhas para aparecer nas redes sociais. No fim isso acaba sendo mais um aprendizado para identificarmos as pessoas, infelizmente através de decepções, mas assim é a vida.


Jornal DHoje - O que é positivo e o que é negativo nas redes sociais?
O positivo é a possibilidade de reduzir distâncias, de aproximar pessoas com objetivos comuns, e de facilitar a troca de informações.
O negativo é a exposição, a má interpretação de palavras colocadas, o uso para fins de má fé como perfis fakes, mentiras, os famosos boatos de internet conhecidos como hoaxes que inventam histórias de pessoas doentes, de causas infundadas e pedem para compartilhar, enviar dinheiro, etc.


Jornal DHoje -  Pelas redes sociais podemos perceber que você é uma pessoa bastante critica. Algum post já te prejudicou em alguma coisa?
Eu tenho uma opinião e acho que cada um tem a sua, mas muita gente não entende e quer te convencer a ter a mesma opinião que a dela. Impossível agradar a todos! Eu exponho o que penso, quando sinto necessário, críticas são bem-vindas, e respeitadas. Adotei uma postura de não ir no mural dos outros criticar, ofender, cada um tem direito a expor sua opinião em sua página,  mas a recíproca nem sempre é verdadeira e de vez em quando aparece no meu perfil alguém que parte pra ignorância e não sabe argumentar...eu procuro me basear em fatos nas respostas, mas quando é só paixão, tipo futebol,  nunca teremos um consenso, dou risada e procuro fazer disso uma brincadeira saudável e sem ofensas.


Jornal DHoje -  Você se arrepende de ter postado alguma coisa em rede social ?
Não, dá para contar no dedo as vezes que apaguei um post, quando o fiz era algum tweet, que após enviá-lo, reli e não gostei. Não sei se me arrependo de já ter feito, mas hoje muitas das minhas fotos no facebook estão selecionadas para visualização apenas de familiares e pessoas próximas, acho que a rede tomou uma dimensão muito grande, e muitas pessoas transmitem energias ruins, mesmo que involuntariamente, ao te ver em momentos felizes.


Jornal DHoje - Qual dica você daria para as pessoas que usam redes sociais? O que deve e o que não deve postar?
Se te dessem 1 minuto para um pronunciamento, que seria ouvido em todo o mundo, tipo discurso do Barack Obama, você falaria isso que está postando? Porque no fundo é isso, a repercussão da rede social não tem limites, então esteja ciente e confiante no que está transmitindo...e também se é relevante compartilhar aquilo, porque carência todo mundo tem, mas acho legal se preservar.


Jornal DHoje - Pelas redes sociais também percebemos que você é fã assumida do programa Big Brother Brasil. Você, por ser uma mulher inteligente e uma formadora de opinião, já foi criticada 
ou sofreu algum tipo de preconceito por gostar e defender o BBB?
Fui muuuuuuito criticada, mas nem ligo. Não consigo entender uma pessoa achar que é mais inteligente, culta, ou sei lá o que mais que os outros por assistir ou não um programa de TV. O fato de eu querer descansar a mente assistindo um programa de fácil compreensão, não irá me impedir de ler um livro, de ser boa profissional, de ter caráter, entre outras coisas que valorizo em uma pessoa. As redes sociais se tornaram uma grande vitrine de gente que quer se mostrar engajada em causas, grandes leitores de livros que não assistem programas fúteis e boicotam grandes corporações, compartilhadores de frases feitas, ou ainda usando o nome de Deus o tempo todo, etc. Eu acho que as suas atitudes demonstram quem você realmente é, não o que você escreve (repetidas vezes) nas redes sociais. Os ativistas de redes sociais são assim, defendem animais mas comem carne, dizem não assistir BBB mas perdem um tempão criticando quem assiste em vez de realmente “ler um livro”, boicotam a Globo um dia mas assistem outra emissora que dá na mesma, pregam a Deus mas passam a perna nos outros no dia-a-dia, e assim por diante. O mal do século se chama HIPOCRISIA e é amplamente projetado nas redes sociais.


Jornal DHoje -  E para encerrar, qual é seu sonho?
Minha mãe diz que “se é pra sonhar, vamos sonhar gordo!”, então eu realmente sonho com um Brasil menos corrupto, acho que desencadearia inúmeras melhorias em nossas vidas, e na possibilidade de um futuro melhor para as próximas gerações. Em um universo menor, sonho com saúde para mim e as pessoas que amo, o resto corremos atrás.

quinta-feira, março 08, 2012

Troco rosas por mais caráter e menos hipocrisia


Todo ano, nesta data, sinto menos orgulho de ser mulher. Sim, infelizmente. Pois me lembro que pertenço a uma categoria que precisa de um dia para ser homenageada, de uma lei e uma delegacia específica para protegê-la (e ainda correm o risco de denunciar e ouvirem que a culpa é dela), de ser considerada parte dos grupos de diversidade em empresas e universidades, de um padrão de beleza para ser aceita, de matar um leão por dia para provar sua igualdade, de um incêndio de peça íntima para ganhar mais trabalho e responsabilidade, e mesmo assim ser chamada de sexo frágil.

Entre as inúmeras frases prontas que li hoje parabenizando as mulheres, encontrei também piadinhas sobre nossa atuação como motoristas, sobre estarmos liberadas hoje de lavar a louça, ou ainda citando a famosa Amélia, lamentos de que não se fazem mais "mulheres de verdade", ou seja, como aquela que não tinha a menor vaidade. Desculpem, mas dirijo muito bem, odeio e raramente faço qualquer serviço de casa, sou vaidosa e ainda trabalho muito mais que a maioria dos homens que conheço. E todas essas qualidades/defeitos não estão relacionadas ao gênero que pertenço.

E aí você sai de casa hoje e recebe rosas em postos de gasolina, no trabalho, daquele cara querendo te conquistar, ou de alguém que não está ao seu lado. E amanhã o frentista tentará novamente te passar pra trás por ser mulher e não entender de mecânica, o conquistador que já conseguiu o que quer talvez você nem o verá mais, aquela ausência continuará registrada na fotografia, e você continuará trabalhando "como homem" e sendo, embora não explicitamente, discriminada.

Passei para almoçar em casa hoje e estava passando um dos meus filmes preferidos, "Um lugar chamado Notting Hill". Adoro esse filme pelos atores, pelo senso de humor, pela trilha sonora, pelo romance e pela história realista, tão propícia para o dia de hoje. Ela é uma celebridade internacional e milionária, ele um cidadão qualquer com um pequeno negócio não muito bem sucedido, e se apaixonam. E qual o grande problema? O fato do estereótipo dizer que o homem deve ser mais bem sucedido e ganhar mais do que a mulher. Ponto. O que a leva no final do filme a pedir para que ele "esqueça" a celebridade e lembre-se que ela é só uma mulher querendo amar e ser amada, direito de qualquer ser humano. Aí paramos para pensar em quantas mulheres bem sucedidas e solitárias existem por aí, enquanto os homens neste patamar costumam ter quantas mulheres quiserem, sem serem julgados por isso.

Enfim, podia passar horas e caracteres citando exemplos que me entristecem e me fazem enxergar hipocrisia nesse dia. São muitas fotos de flores e mensagens prontas, banalizadas, espalhadas nas redes sociais. Aí você vê aquele cara, que é grosso e machista com a própria mãe, homenageando as mulheres, ou ainda aquele outro que trai a esposa o ano todo na cara dura, enviando flores e poemas "ctrl+c / ctrl+v". Do mesmo jeito que tem mulheres que não se deram o respeito, que falaram/fizeram maldade pelas costas do marido, dos amigos, dos irmãos, dos colegas de trabalho o ano todo, e hoje estão se vangloriando por ser mulher e "exigindo" os parabéns.

Não quero generalizar, recebi parabéns de pessoas muito queridas, mas que também demonstram isso por mim nas atitudes, em dias comuns, assim como parabenizo mulheres (e homens) que merecem sempre que tenho oportunidade.

O fato é que não me acho melhor, nem pior, por ser mulher. Homens e mulheres são diferentes, em diversos aspectos, e se não houvessem tais diferenças nada faria sentido. Mas tem algo que deveria ser comum a todos os seres humanos, e que disso sim tenho orgulho, que é o caráter...e a busca diária de manter a constância do mesmo. Parabéns a todos, mulheres e homens, que deitam a cabeça no travesseiro todos os dias, se sentindo merecedores de homenagens pelo ser humano que são, por respeitarem os seus próximos...sem dia específico e, principalmente, sem hipocrisia!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Um X no meu coração!

Não sei nem por onde começar, ainda me encontro em estado de êxtase...engraçado que neste momento, por eu ter esquecido de comer o dia todo (coisa raríssima), sinto a mesma dor de cabeça que senti há 23 anos, quando cheguei na rua Saturnino de Brito, 74, Jardim Botânico, cep 22470, primeira vez que eu pisava no Rio de Janeiro. Fui de excursão saindo de Rio Preto, de ônibus, com minha mãe e minha prima-irmã, participar da gravação do Xou da Xuxa, ícone indiscutível da minha geração.

Eu sempre fui baixinha da Xuxa, com orgulho, de dançar todas as músicas com as amigas na garagem de casa, de ficar com raiva de quem falasse mal dela, de querer usar suas roupas, de sonhar em ser paquita. E em 1989, quando fui à gravação do Xou, a emoção foi tanta que passei mal quando entrei no studio, senti muita dor de cabeça, estômago embrulhado e fui para os bastidores tomar remédio com uma das paquitas. Mas consegui voltar, tirar foto com a Xuxa e participar de toda a gravação, experiência indescritível, para o resto da vida.

Hoje, prestes a completar 33 anos, tive uma reunião de trabalho a tarde toda com ela, Xuxa Meneghel. E posso te garantir que a minha emoção foi a mesma, mas a maturidade e experiência me ensinaram a disfarçar. Mesmo porque ela é realmente uma pessoa iluminada, que transmite uma energia do bem, e que me fez sentir como se estivesse na sala de casa, com aquela antiga amiga que passava todas as manhãs comigo quando eu era pequena.

Estou no Rio para este projeto em parceria com ela há 3 meses, e não tem sido fácil. Sim, o Rio é lindo, cidade maravilhosa, sensacional morar de frente para o mar, inúmeras opções de tudo, sonho de consumo. Mas estou aqui sozinha, deixei minha família, moro em flat e abri mão da minha casa, recomecei muita coisa e deixei parte de minha vida para trás...mais uma vez. E é como deixar um pedaço de mim, vivo com o coração apertado e choro quase todos os dias por isso, confesso.

Mas eu sempre tive sonhos, e mais do que isso, sempre busquei realizá-los, e sentindo na pele o preço a ser pago por isso. E em um dia como hoje, os questionamentos diários do tipo "será que vale a pena?" são respondidos. E ouvir a voz dos meus pais orgulhosos do outro lado do telefone também é bom demais! Bem melhor do que o abraço de pena por me ver ao lado deles, porém cheia de frustrações.

Em um momento da reunião a Xuxa falou de sonhos, e coincidentemente me olhou e fez o famoso "querer, poder e conseguir" com os dedos, o qual eu repeti instintivamente junto com ela, com um sorriso de orelha a orelha enquanto aqueles olhos azuis irradiavam coisas boas em minha direção. É, e assim renovei minhas forças para aguentar mais um pouco essa "vida cigana" que eu levo...tendo mais uma vez a certeza de que "tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar."

P.S. Eu estava lá como executiva, mas ao final fui obrigada a tietar e "atualizar" a minha foto com ela.




sábado, dezembro 24, 2011

Um brinde à VIDA e suas adaptações

Eu não estava muito inspirada para escrever neste final do ano, mas hoje, dia 24 de dezembro, senti que isto me faria um pouco melhor, e cá estou em um momento piegas, refletindo sobre o ano que passou. Final do ano passado eu escrevi sobre as redescobertas da minha vida, relativamente certa do meu destino aqui em Rio Preto, do amor que eu vivia, dos amigos que eu tinha, da vida que eu tinha estabelecido...que ingenuidade.

Aproveitei bastante o ano sim, realizei sonhos como comprar e decorar meu apartamento como eu sempre quis, conheci o outro lado do mundo através da viagem mais incrível que já fiz, curti muito as pessoas que amo, selecionei amigos que pouco me agregavam, intensifiquei e retomei com aqueles que me são verdadeiros, abri mão de coisas supérfluas pela minha família e valores...enfim, vivi feliz...entre altos e baixos, e muitas reviravoltas.

Como muitos já sabem, não moro mais em Rio Preto, entre perdas e adaptações fui obrigada a reencontrar algo que tinha perdido, a minha alma não comodista. Só consigo pensar naquela propaganda que diz que "não são as respostas que movem o mundo, e sim as perguntas"...e estas mudam a todo momento, obrigando-nos a uma adaptação, nem sempre desejada. Hoje estou em um projeto no Rio de Janeiro e procuro não pensar onde estarei no mês seguinte, desisti de ter todas as respostas. Acho engraçado que, ao comentar onde estou morando, todos se alegram e pensam que tenho a maior sorte do mundo por morar nesta cidade cheia de encantos mil. Sim, é uma benção o visual daquela cidade, mas sair de perto da minha família e recomeçar mais uma vez não é fácil...nunca foi. Só agradeço a Deus pela minha capacidade de adaptação e pela saúde para lutar.

Saúde, há tempos este tem sido meu único desejo para os anos que se aproximam. Quando saí da entrevista que fiz sobre ir para o Rio de Janeiro, a primeira pessoa para quem mandei uma mensagem foi para um amigo que havia se mudado para lá...recebi dele inúmeras mensagens alegres e ansiosas me convencendo a aceitar a proposta, que eu não estaria sozinha, pois ele me ajudaria na adaptação...coisa que nunca aconteceu, desde que me mudei para o Rio ele já se encontrava internado, de onde não mais saiu. E não houve um dia sequer que não olhei para a cidade maravilhosa e pensei nele e em sua família, em seu filho, e esta não me parecia mais tão maravilhosa assim.

Hoje perdi este amigo, quem é de Rio Preto com certeza sabe quem era Neto Teixeira, ele era onipresente...ele e sua alegria de viver. Eu o conhecia há muito tempo, desde sempre, mas como ironia do destino foi em 2011 que realmente nos tornamos amigos. Acho que nunca lhe disse que até tinha birra dele no passado, tenho a lembrança de um carnariopreto ele com aquele extintor de coquinho me espirrando na cara, de brincadeira lógico, mas porque eu estava com um grande amigo dele, e rolava aquele ciuminho bobo de amigo do paquera. Enfim, a paquera acabou há anos, e a minha amizade com ele se tornou uma das melhores coisas neste ano que passou.

O que eu levo disso tudo que vivi? Que a sensação "estar bem" é muito relativa. Bem mesmo estávamos no útero das nossas mães, sem preocupações, e mesmo assim fomos obrigados a sair para crescer e evoluir....e qual a nossa reação? Choramos...é o normal, o bebê que não chora ao nascer é preocupante! Então hoje, apesar de "estar bem", eu choro, não consigo conter as lágrimas...choro ao lembrar das risadas que meu amigo me proporcionou, da torcida pelo nosso tricolor, das dezenas de vezes que ele fez a banda cantar parabéns no meu aniversário, do quanto ele fazia um simples restaurante mexicano se transformar com sua chegada, do apoio que ele me deu para aceitar um novo desafio, do amigo, pai, filho e profissional que ele foi...choro pelo mundo que, em meio a tantas pessoas cruéis que nos deparamos, perde um ser humano tão espetacular. Choro em agradecimento por ter se tornado sua amiga este ano, e pela árdua adaptação que todos nós sofreremos sem a sua presença.

Portanto, que todos aproveitem  não só este final do ano, mas toda a sua vida, com as pessoas que amam...e que Deus dê muita saúde a todos, e capacidade de adaptação às linhas tortas da vida, por mais injustas que possam parecer. Problemas, todos temos, mas que a gente consiga relaxar e disseminar amor e alegria...é isto que desejo!

Um brinde à VIDA, que você se faça merecedor de cada segundo dela.

Beijos no coração de todos!

quarta-feira, outubro 05, 2011

Steve Jobs...até no fim me ensinando a recomeçar!

Nesta noite em que o mundo recebeu a triste notícia da perda de um gênio da nossa época de maravilhas tecnológicas, eu começo a analisar a trajetória dele e através de suas palavras consigo voltar aqui no blog e escrever sobre a minha vida nestes últimos dois meses. Em seu famoso discurso para um grupo de formandos da universidade de Stanford na California, Steve Jobs cita em determinado momento:

"E aí fui demitido. (...) O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. (...) Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa."

De repente era Mr. Jobs falando da vida de Fernanda Gomes Luz Braga.

Em 19 de agosto de 2011 eu estava no escritório por volta da 1 da tarde quando recebo um telefonema do trabalho para pegar o primeiro vôo até São Paulo, pois minha presença se fazia necessária por lá. Minha intuição feminina me alertou, mas a gente desacredita no que os seres humanos são capazes de fazer em certos momentos de imaturidade. Sim, eu fiz malas, meus pais me levaram até o aeroporto, cheguei de táxi ao escritório de São Paulo em uma sexta-feira às sete da noite para ouvir pessoalmente que estavam me demitindo. Sem maiores explicações, se é que nessas horas algo explica, nem Freud....ainda mais depois de seguidas avaliações positivas de desempenho e um discurso de que era um dos únicos três gerentes considerados potenciais para subir na companhia.

Assim como Steve relatou, fiquei sem chão, principalmente por ser alguém que se dedicou a fortalecer o pilar profissional, alguém que há 12 anos não sabe o que é acordar e não ter que ir trabalhar. Chorei a noite toda, me escondi de uns, briguei com outros, pensei em todos os piores cenários possíveis e imagináveis. Tinha vergonha de encarar meus pais, tinha medo de ter que desfazer meu apartamento que acabei de montar, tinha pavor de ficar devendo pra alguém, nem que fosse pra minha família. Perdia o sono todas as noites, alternava entre inquietação e calafrios debaixo das cobertas durante o dia ensolarado. Não me dava o direito de tomar sol, afinal não estava de férias. Tentava planejar em vão, me desesperava em incertezas. Esboçava um sorriso, uma descontração, ainda bem que existem parentes e amigos que compreendem e conseguem te deixar a vontade até nessas horas. Ah, e terapia, claro...o que seria de minha mente pisciana sem ela?

Por causa do meu cantinho montado com tanto carinho, e principalmente pelo meus pais, eu queria ficar em Rio Preto. E isto me gerou um bloqueio psicológico enorme para buscar emprego em São Paulo novamente, eu simplesmente não conseguia. Pensar em fazer mudança mais uma vez, encarar a cidade da garoa com seu trânsito infernal, despertar emoções passadas, e pior, pensar em voltar para as horas e horas trabalhando sem cessar em consultoria...soava como um pesadelo. Em contrapartida, no interior a vida tranquila demais, onde não aparecia uma vaga interessante sequer, salários baixos, amadorismo em alta. E o tempo passando...um mês e meio que pareceu uma eternidade.

De repente um desafio surgiu...completamente inesperado, mas podemos dizer que já sonhado...muitas vezes por sinal. Mais uma vez remetendo a Steve, tive a chance de me sentir iniciante de novo. Depois de muito pensar a respeito, desafio aceito. Hoje estou em São Paulo, comecei um novo projeto há três dias, moro em um flat pela empresa, vou até o escritório caminhando, me sinto produtiva de novo, aprendendo coisas novas, trabalhando com gente que sou fã desde pequena...e voltei a enxergar diversas alternativas e soluções. Nunca tive medo de lutar, aquela sensação de fracasso passou...só realmente fracassa quem se entrega, e esse nunca foi meu perfil. Tive momentos frágeis, picos de ansiedade marcados por palpitações e desejo de ficar na minha zona de conforto para sempre...mas aquela não era eu, e isso que me deixava ainda mais ansiosa...queria saber quando eu voltaria a me enxergar no espelho!

E graças a Deus não demorou...no dia em que ficou definida a data de início do meu novo trabalho, eu vesti o biquini e o sorriso no rosto, e fui para a chácara dos meus pais. Assim que cheguei meu pai me recebeu com a seguinte frase: "a Fefa está de volta!". E foi isso mesmo, voltei mesmo tendo que partir...e aí sim curti uma semana de férias, aceitando mais uma vez a prova da vida de que não nasci para a rotina.

Obrigada Steve Jobs pela lição de vida, por expor suas fraquezas, sua suscetibilidade aos problemas de qualquer ser humano, o que não o impediu de brilhar e deixar um planeta curvado aos seus feitos tecnológicos, e a um chefe de família admirável.

Por um mundo com mais Steve Jobs e mais recomeços!


"Have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary."

"Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles, de alguma forma, já sabem o que você quer se tornar. O resto é secundário."

(Steven Paul Jobs 1955-2011)

segunda-feira, julho 18, 2011

O fim de uma era?!

Nas aulas de História durante o ginásio (é, to antiga e não sei o que é ensino fundamental, essas nomenclaturas novas), lembro de estudar os períodos e ainda ter de colocá-los em uma cartolina em forma de linha do tempo...quem estudou no velho Anglo de Rio Preto, vai se lembrar da professora Magda. E foi esta imagem que me veio na última sexta-feira...uma era de 30 anos se encerrava, com apogeu de uns, queda de outros, hino e tudo o que se deve ter.

É a queda daquela rua que quase não passava carros, onde me sentia segura brincando até de madrugada, daquele corrimão da escada que parecia tão alto e levar bronca ao escorrega-lo valia a pena pela adrenalina que causava. A queda do relógio que eu ficava fitando os segundos até bater 15 horas para que minha mãe me liberasse para a piscina após o almoço, a fim de evitar uma congestão. A queda da esquina onde tomei trote ao entrar na faculdade, do quarto onde sonhei e sofri com meu primeiro amor, e depois com muitos outros...até hoje...da antiga sala de som que tinha almofadas retangulares, que empilhadas se transformavam em um túnel que divertia a mim e a meus sobrinhos mais velhos.

Sendo assim veio o apogeu do bairro, cheio de clínicas, restaurantes e estabelecimentos comerciais de alta qualidade...do movimento nas ruas, todas monitoradas pela irritante zona azul, e ensaiando um início de trânsito. Veio o apogeu da maturidade da família, onde cada um tem a sua casa própria, e meus pais enfim poderão cuidar da vida deles, sem ter filhos, parentes e agregados tomando conta daquela antiga "casa da mãe Iraí"...apesar que tenho a impressão de que, seja onde for, isso não acabará por completo jamais...

E o hino que tocava era dos meus passos que ecoavam em um silêncio ensurdecedor enquanto transitava por entre os cômodos daquele lugar que já teve tanta vida, tantos móveis, tantas vozes, tanto amor. As lágrimas escorriam na minha face, a sensação era de uma guerreira voltando ao seu forte e encontrando-o destruído, eu era Scarlett O'hara voltando à Tara após a guerra, o personagem de Tom Cruise em Vanilla Sky encarando Times Square vazia.

Mesmo que com 2 anos de idade, eu "construí" aquilo ali...e mesmo tendo saído com 16 anos, nunca deixou de ser meu quartel general, meu endereço que nunca mudou, meu porto seguro. Viajei pelos sete mares, mas sempre foi naquela esquina da Redentora onde preservei o meu maior tesouro, minhas melhores lembranças, minha gente, minha casa, meu lar. E neste último ano, em que voltei, pude me despedir melhor...curtir um pouco mais antes de encerrar esta era.

Minha vida particularmente teve outros tantos marcos, e mudanças, e casas...mas defini esta como uma era pela abrangência de influência que ela teve, não foi só a minha vida, e sim de toda a família, agregados, amigos, parentes, conhecidos...já ouvi diversas vezes na rua ao conhecer alguém: "nossa, já estive em uma festa na sua casa!"...ah, se aquelas paredes falassem...mas não soltam uma palavra sequer, e desde sexta-feira se encontram mais caladas do que nunca.

Aos prantos na terapia tudo ficou mais claro, esta sensação de perda é simbólica, sobre um tempo que não volta mais. A casa ainda é nossa, meus pais e minha avó estarão bem melhores na chácara, e eu no meu apartamento que está ficando uma graça, e as memórias para sempre estarão comigo. Foi uma era próspera, feliz, marcada por grandes momentos, altos e baixos, mas sempre regida por muito amor. E que venha a próxima...quem sabe será o início de uma era realmente construída por mim? De tijolo em tijolo é onde espero chegar...a um lar tão marcante como este.


quarta-feira, julho 13, 2011

Eu voltei......agora pra ficar ?!

Depois de um longo e tenebroso inverno...ops...nem longo, nem tenebroso, afinal passei um mês em lugares bem quentes, e voltei à minha terra onde o frio faz pequenas aparições esporádicas e de baixa intensidade...mas ok, é uma metáfora, e não diz respeito a meteorologia, e sim ao distanciamento que eu estava aqui do blog, e de muitas outras coisas. E a razão de tudo pode soar vergonhosa, mas foi por pura preguiça. Sim, eu estava com preguiça de escrever....e de "otras cositas más"...
E então eu me questiono como posso ter voltado de férias maravilhosas, que duraram quase um mês, e já estar com preguiça? E percebo que a preguiça tomou conta de mim justamente no momento em que o avião pousou por aqui. Ah, que preguiça da bagunça de Cumbica e do descaso da TAM, que me cobrou excesso de bagagem e não embarcou a dita cuja, preguiça de chegar e encontrar algumas mesmices, de enfrentar pontadas de inveja, de explicar o óbvio, de abafar sentimentos, de fingir não ouvir, de chacoalhar os fúteis, de pagar impostos que nada retornam, de engolir seco, de sufocar o grito........preguiça da realidade!
Não estou reclamando da vida, nem do Brasil, ou de Rio Preto...não sou de procurar culpa não, já morei em outros lugares e sei que o sentimento para mim sempre foi o mesmo em qualquer canto, é inerente ao ser humano...ou pelo menos à minha pessoa! É inevitável que quando saímos do caixote em que vivemos temos uma outra perspectiva dele, olhamos outros e questionamos se o que achávamos bom é realmente o melhor que podemos fazer....em todos os aspectos. Mas em contrapartida também reconhecemos o que temos, e aprendemos a dar valor.
Ou seja, toda esta "preguiça" é recompensada pelo abraço que recebi dos meus pais no aeroporto, ansiosos com olhos marejados e as vozes engasgadas de saudade...com a reação da minha avó, que mesmo sem lembrar meu nome por causa do Alzheimer, mostrou que sentiu minha falta ao dizer com um sorriso tranquilo "ufa, achei que você não ia voltar"...com as sobrinhas penduradas no pescoço, os irmãos ávidos por saberem tudo que passei sem suas devidas supervisões, a Nice me esperando com strogonoff e bolo de chocolate, e a sensacional corrida para todos os lados da casa seguida de lambidas do Johnnie...com o carinho dos amigos reais através de demonstrações virtuais e presenciais, com minha mesa no trabalho me esperando em um novo layout, com meu apartamento inacabado aguardando minhas decisões, com meu carro empoeirado na garagem. Tudo isso pode não parecer o melhor na perspectiva de quem olha de fora, mas para mim é o melhor da vida, por ser real...e por ser meu, frutos de minhas conquistas.
A preguiça para algumas coisas continuam...e não acho ruim, acho que haverão coisas que terei preguiça sempre, é meu pecado capital confesso...e acho bom ter esta "preguiça" de valores que não aceito, acho bom questionar, acho bom enxergar, acho bom sair e reciclar, acho bom não me acomodar, acho bom escolher em que lado ficar, acho bom lutar, e se preciso mudar, e...ahhhhhh como acho bom viajar............e sempre que volto, mesmo cheia de preguiça, concluo o quanto é bom...ter para onde voltar!

segunda-feira, julho 11, 2011

Singapore at Night

A primeira noite não consegui sair de casa devido ao jet lag...não tinha forças...mas na segunda noite já quis sair para jantar...nada de balada, na verdade nada de balada durante toda a viagem, não tava nesse ritmo...mas sair para jantar sempre será um dos meus passeios prediletos, ainda mais em viagens né?

E nesta segunda noite fui parar em um restaurante mexicano...aaaaaaaa como me encanta los tacos, burritos, chili, las quesadillas y el Mojitoooooo. Enfim, o restaurante fica em um complexo de bares e baladas, chamado Clarke Quay (http://www.clarkequay.com.sg)...muito bacana....e lotado, como tudo na Ásia...haja lugar para tanta população !!!

Comemos no mexicano por vontade de variar e comer algo que nos agradava...mas o que chamou a atenção mesmo foi um restaurante que eu já ouvido falar na internet e nem tinha me ligado que era em Singa...o "The Clinic" (http://theclinic.sg/) que é um restaurante temático de hospital...ou seja, você senta em cadeiras de rodas ou em camas de hospital, acima da sua cabeça estão "lustres" iguais às luzes de um centro cirúrgico, são servidas bebidas em seringas e em bolsas de soros...tem gosto para tudo, mas achei um tanto quanto macabro, sei lá...não gosto do ambiente hospitalar, definitivamente!

Além disto, para nós Brasileiros, sempre bom saber que lá em Clarke Quay também tem uma churrascaria tipo Brasileira (http://www.senorsantos.com/), olha que maravilha! Tudo bem que o nome é em espanhol, Señor Santos, e sabemos que nunca será a mesma coisa que nos deliciarmos com um rodízio tupiniquim, mas é sempre uma boa opção para matar um pouco a saudade de casa.

No sábado fomos jantar no restaurante Ku de Ta (http://www.kudeta.com.sg/), que fica no topo do hotel Marina Sands Bay (o da piscina), ou seja, dispensa maiores comentários...um arraso! A começar pela vista lá de cima...estonteante! E o ambiente é bacana, a comida boa, e depois fica um DJ e aquele esquema lounge...perfeito para um sábado a noite!

Após nosso giro em Bali, Tailândia e Malásia...voltamos a Singa e para curtir minha última noite, fomos ao Raffles Hotel (http://www.raffles.com/EN_RA/Property/RHS/), que é luxuoso e belíssimo !!! A primeira parada foi no Long Bar, que todos recomendam por ter sido o "pai" do famoso drink local, o Singapore Sling. Confesso que não gostei do bar, ele é mais rústico, bacana a decoração, mas é estranho um hotel tão luxuoso ter um bar em que o chão está lotaaaaaado de cascas de amendoim. Juro, parecia filme do Indiana Jones quando ele pisa em insetos e assusta para ver o que era...éramos nós com os amendoins, achei sem noção. Sem contar a música, ao vivo, que era bem devagar...entramos e tocava "Unforgettable"...linda, mas não condiz com o tipo do bar e muito menos com o "mood" que estávamos. Achei muito contraste a música, os amendoins, a decoração e o público...não ficamos, descemos para o bar aberto do hotel, o Courtyard, cujo visual era muito mais lindo e a champagne rosé deliciosa...rs masssss a cozinha já havia fechado, então partimos para comer em outro lugar, atravessando a rua.

E chegamos a mais um complexo de restaurantes, bares e opções para a noite em Singa, o Chijmes (http://www.chijmes.com.sg/) ...e pasmem, o que chama atenção no visual a noite é a iluminação de uma igreja católica, coisa raríssima...e era antigamente um convento! E lá tem diversas opções para jantar, optamos por um restaurante que oferecia de tudo um pouco, comi uma massa muito boa e tomei um Mojito para despedir...de repente vejo uma baladinha, um inferninho com música ao vivo, enquanto o pessoal pedia a conta resolvi entrar e conferir, era de graça...fiquei exatos 18 segundos lá dentro...ahahahaha não adianta, o público local não me empolga...eeeeeee saudade do povo Brasileiro!

sexta-feira, julho 01, 2011

Entertainment City

Sábado de manhã chuvoso em Cingapura...enquanto uma foi para o Jardim Botânico fazer curso de orquídeas, eu e a Re Diniz partimos para um mundo de fantasia...é, acho que este é o nome mais adequado para definir Sentosa, uma Disney/Las Vegas "wannabe" de Cingapura.

Para chegar até lá, adivinhem? Você tem que ir a um........shopping ! Ô povo que gosta de shopping center....nunca vi ! Fomos de táxi até o tal Vivo City e seguimos as placas internas que levariam à Sentosa...sendo que há 2 opções para cruzar a ponte: monorail ou a pé (quer dizer, por esteiras rolantes). Ah, tem outra opção também que é um bondinho gigante, mas custava mais, demorava mais e sinceramente dava um pouco de medo...vamos ser objetivos e menos preguiçosos...a tal ponte cheia de esteiras rolantes é o melhor caminho!

Do outro lado a minha sensação era de estar nos Estados Unidos! É cobrado 1 dólar singaporiano para entrar no complexo...ou o bilhete do metrô. Aí você vai a um totem que disponibiliza mapinhas em diversas línguas para se localizar e planejar sua visita. De praia artificial a Universal Studios, passando por um cassino, hard rock cafe e hotel, e ainda um shopping de luxo que possui a única Victoria's Secret fora dos EUA e Canadá. O que mais posso querer??

Ah posso querer mais sim...tipo um mar menos oleoso com frequentadores mais bonitos e que usem roupas de banho....sim, porque a água do mar é horrível, e as pessoas entram de roupa, até de burca! Além da beleza ter passado longe por ali...judiação, mas é verdade! Outra coisa que senti falta é que a Victoria's Secret não tem os preços a que estamos acostumados nos EUA, além de não vender soutien !!! Ok, as orientais podem não precisar, mas é um ponto turístico e deveria atender o público de fora que tem peito né? ahahahaha fiquei frustrada!

No final da viagem voltamos para curtir o dia no Universal Studios, vale muito a pena, principalmente para uma rollercoaster addicted como eu. Me esbaldei na montanha russa indoor da Múmia (com efeitos especiais, sensacional, como a de Orlando!), e nas duas da Galactica...bom demais! Além disso o visual é lindo, principalmente o cenário do Far Far Away do Shrek, como eu amo este ogro eu me deliciei, além do filme 4D que é uma graça!

Enfim, Sentosa vale muito a pena...a sensação é de estar nos EUA mesmo, o que eu particularmente adoooooooro !!!




quarta-feira, junho 29, 2011

Faith is all we need...

Continuando a viagem, ainda em Cingapura, tiramos a sexta-feira para ir em bairros típicos de comunidades como Little India e Chinatown.

Tivemos uma sorte danada, pois em ambos chegamos em horário de culto...hindu em Little India, e budista em Chinatown.

Adoro observar e sentir a fé das pessoas, por mais diferente que seja da minha, e sem dúvida alguma por mais louca que possa parecer.

No hinduísmo da India (que depois descobri de perto que é diferente do de Bali), todos tiram o sapato para entrar...os indianos chegavam ao templo com caixinhas de leite longa vida e deixavam aos deuses...tinham 2 "padres" que subiam em um altar, faziam sei lá o que, e voltavam com um prato e abençoavam os fiéis que esperavam em uma fila, passando uma cinza na testa deles...

Os deuses deles possuem formas meio animal, meio humano, e podem parecer bem estranhos ao nosso olhar...porém tudo tem uma explicação, uma história, uma crença...e a fé deles é realmente inspiradora, eles até deitam no chão...o lugar é silencioso, e tem uma energia muito leve, pura.

Já no budismo chinês, os sapatos são permitidos, porém você deve cobrir os ombros...há xales disponíveis para os visitantes leigos, como eu. O lugar é muito dourado, vermelho e barulhento...porque durante o culto é lido o mantra...em alto e bom som...e deve haver um significado, o qual não faço idéia...os fiéis acompanham sentados em filas, lendo em um livro grosso de trás pra frente as letrinhas chinesas, todos juntos em coro.

O Deus é o Buda, seja em sua forma serena de olhos fechados, ou em sua forma gordinha e sorridente...fomos a um museu entender um pouco sobre ele, mas tenho dúvidas se ele não me deixou mais confusa ainda...rs

Enfim, deste dia levo 2 lições...primeiro, preciso estudar mais sobre outras culturas e religiões...e segundo, preciso alimentar diariamente a minha fé, porque independente de qual seja, ela é vital...





sexta-feira, junho 03, 2011

Singaporean Point


Cheguei...meia hora adiantada...vôo tranquilo novamente, mas dividi os bancos com 2 surfistinhas, cabelinho Justin Bieber...ninguém merece! Bom, o dia que eu dividir o banco de avião com alguém interessante é capaz do avião não decolar pela tempestade que vai cair...rsrs nunca tive essa sorte !!!

Enfim, as Renatas foram me buscar no aeroporto...fofas...com direito a plaquinha e tudo, e um welcome kit com chocolate local, uma delícia...toda essa empolgação às 7 da manhã e eu há quase 2 dias sem banho e sem um bom sono...mas estava eufórica!

Banho, café da manhã e rua...batemos perna até...Singa é show, toda moderna, organizada, multam se atravessar fora da faixa e até se comer na rua...rsrs o que deixa a desejar é a beleza da população...judiiiii !!! Ah, e a comida também...bem chinesa e com aquele odor não muito agradável...

Primeiro dia foi de compras...fui parar em uma "Galeria Pagé" local ... (ô praga...rs) e adquiri uma câmera a prova d'água show...depois Orchard Road, só as melhores marcas, e detalhe...filas para entrar nas lojas...bom, não resisti a uma bolsa da Gucci...ou seja, gastei quase que todo o budget no primeiro dia...preciso me controlar!

O jeito é dormir...ou melhor, capotar...7 da noite...até a madrugada! E viva o fuso horário, 11 horas a mais que o Brasil !







quinta-feira, junho 02, 2011

South African Point

Nunca achei que fosse tão rápido e fácil chegar à famosa África! Sete horas e pouco de vôo e cá estou, em um continente até então desconhecido e misterioso pra mim.
Mesmo estando sozinha em 2 bancos dormi bem pouco, estava eufórica pela viagem e últimos acontecimentos...tomei um bom vinho shiraz, jantei e me deliciei com uma seleção de músicas sensacional (vide * abaixo), e assisti o filme do Adam Sandler e da Jennifer Aniston, que ela se finge de ex-esposa...uma graça...típico, previsível, mas chorei...rs
Além das boas escolhas de entretenimento e refeições, ponto positivo para a simpatia dos comissários e os talheres de metal mesmo na classe econômica, faz muita diferença...só faltou mesmo o telefone poder twittar...rs
Ah, detalhe que saí de SP às 18 horas e cheguei em Joanesburgo às 7 da manha, porém 3 da manha no Brasil...ou seja, aí sim me deu sono...e meu vôo para Singapura era só às 14 horas. Rodei todas as lojas do aeroporto, quis comprar tudo quanto é artigo africano, mas me segurei...tentei conectar o blackberry de todo jeito, sem sucesso...e então só me restou fazer algo que sempre condenei...deitar nos bancos do aeroporto e dormir...fiquei perambulando, encostando e cochilando...foi hilário...confesso que nao dormi mais porque não tinha uma coberta...tava um frio do carambaaaaaa por lá !!!
Enfim, chegou a hora de partir da África para a Ásia...Singapore Airlines, as aeromoças vestem roupas típicas, uma graça...mas isso é outro post...






Surprising Point

Aeroporto internacional de Guarulhos, vôo tranquilo até aqui...céu azul, friozinho com sol ao descer do avião, e de repente uma tempestade em meu celular...
Para quem comentou no post anterior que meus pais ainda são aqueles que se despedem de mim no aeroporto, estava bem enganada...
Não tenho mais palavras para descrever as pouquíssimas e intensas horas que passei neste aeroporto, nem foto eu consegui tirar para representar este momento! Digamos que meus "blackberry eyes" ficaram cegos, surdos e mudos...assim como minhas mãos geladas e trêmulas.
Sei que magoei pessoas queridas, assim como temia, mas vou concentrar na viagem, que pelo visto promete...
Entro no avião, rumo a Joanesburgo, e ninguém senta do meu lado...sigo sozinha em 2 bancos...e é assim que vou ficar por enquanto, com o lugar ao meu lado vago...

terça-feira, maio 31, 2011

Starting point

Passei a noite com esse iceberg no ventre, misto de ansiedade, vontade, expectativas, temores. Essa experiência está longe de ser a primeira deste tipo que passo, mas é sempre emocionante, ainda mais quando o lugar é novo, muito novo...diferente, muito longe, literalmente do outro lado do mundo!

Trinta e dois anos mas ainda são meus pais quem se despedem de mim no aeroporto, e eu amo isso! Me sinto privilegiada por ter uma família que cultiva este hábito de levar e buscar quem ama.

Mamãe morre de orgulho da filha aventureira, ela como eu é a tal "peixe que nada para cima", por mais que sofra de saudade, ela aguenta firme para ver a filha desbravar o mundo e romper fronteiras.

Papai merecia um texto a parte...lágrimas nos olhos e voz engasgada ao me abraçar, já louco pela hora de eu voltar, para se certificar que estarei inteira, como um pai zeloso e ciumento que é.

E eu? Firme, forte, feliz, mas querendo roer as unhas...louca para chegar ao destino e desmitificá-lo. Uma desvantagem de morar em Rio Preto é a distância de um vôo a mais para qualquer viagem internacional...ou seja, ainda estou no primeiro aeroporto...restam mais três e muitas horas até eu encontrar o primeiro pit stop da jornada...for now, see you later Black River!

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quarta-feira, maio 25, 2011

"Attraversiamo"

Dormi cedo, perdi o sono na madruga...as usual! Resolvi assistir novamente o filme "Comer, Rezar, Amar"...achei que caberia bem no momento...BINGO!

Só quero saber se encontrarei o Ketut em Bali...ahhhhh era tudo que eu precisava! rs

"No fim, comecei a acreditar em algo que chamo de física da busca. Uma força governada por leis da natureza tão reais quanto a lei da gravidade. A regra da física da busca é assim: se tiver coragem de largar tudo que é familiar e confortante, que pode ser sua casa ou arrependimentos e sair em busca pela verdade seja, ela externa ou interna. Se considerar uma dica tudo que acontecer na jornada, e aceitar todos que conhecer como um professor. E se tiver preparado para enfrentar e perdoar realidades difíceis sobre si mesmo, a verdade não será retida de você."

“…I’ve come to believe that there exists in the universe something I call “The Physics of The Quest” – a force of nature governed by laws as real as the laws gravity ormomentum. And the rule of Quest Physics maybe goes like this: “If you are brave enough to leave behind everything familiar and comforting (which can be anything from your house to your bitter old resentments) and set out on a truth-seeking journey (either externallyor internally), and if you are truly willing to regard everything that happens to you on that journey as a clue, and if you accept everyone you meet along the way as a teacher, and if you are prepared – most of all – to face (and forgive) some very difficult realities about yourself….then truth will not be withheld from you.”

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quinta-feira, maio 19, 2011

She's got a ticket to ride...

Já foi uma "viagem" conseguir férias, companhia, definir destino, juntar milhas e ainda provar para a atendente da loja da TAM em Rio Preto de que era possível emitir passagem para tal destino...rs

But now it's done......and I can barely wait for the 31st to come!

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segunda-feira, abril 18, 2011

One love, One life...

Domingo passado fui mais uma vez ao show que mais amo, o show do U2...e voltei extasiada, maravilhada, como se fosse a primeira vez. Bono Vox no palco é algo surreal, uma energia inigualável, e as músicas mexem com a platéia...e comigo. A minha preferida? Não consigo escolher uma...mas talvez escolho uma do momento...e neste caso, foi "One".

Vivo este momento "One"...o que pode ser entendido como um momento único, mas principalmente um momento individual, com lugar apenas para UMA pessoa...ou seja, o meu lugar. Sim, a música se refere a UM AMOR...e eu reitero o que disse, eu vivo este amor, por esta única pessoa...eu mesma !

Após o último post deste blog ("O fim do amor?!) pode-se imaginar que a minha volta todos querem saber se estou bem, se já tenho um novo amor, ou pelo menos um pretendente a ocupar este lugar, ou ainda se vou voltar com o amor antigo. Sim, tenho um velho amor ainda e sempre...o amor próprio. Estou numa fase tão bem comigo mesma que não tem sobrado lugar para outra pessoa, e isto me faz ter medo de magoar quem possa querer meu bem, querer estar ao meu lado, com as melhores intenções possíveis, em um momento em que não estou no mesmo pique.

Neste último mês comprei um carro que sonhei (não é a Range Rover ainda, mas um passo de cada vez...), assinei o contrato e peguei as chaves de um apartamento lindo que adquiri com meu esforço (endividada a longo prazo, é verdade, mas isso só me dá mais ânimo a trabalhar ainda mais), me diverti com amigos de todas as tribos, "casei" com Bono Vox, estou planejando viagens, projetos paralelos, a reforma e a mudança, enfim...estou me namorando, podia até colocar no facebook o status: em um relacionamento sério !

Se ainda quero o amor que sempre sonhei, um cara companheiro, trabalhador, que viaje pelo mundo ao meu lado, que tenha os mesmos valores, afinidades semelhantes, uma química borbulhante e que me respeite acima de tudo? Mas é claro que quero ! Só que neste momento confesso que tenho receio de acabar buscando cobrir o antigo amor com um potencial novo amor...já tentei aquele negócio de esquecer o amor sofrido com outro cara bacana e não deu certo...e acabei magoando gente que não merecia...preciso encontrar a felicidade de outra forma antes, para ter certeza do que quero.

Resumindo, estou naquela fase "piegas" de cuidar do jardim para atrair as borboletas, sabe? Eu só me atraio e me apaixono por alguém que admiro, que me passa segurança, que me faça sentir bem ao lado dele...ou seja, a recíproca deve ser verdadeira...eu preciso estar assim para que os outros se apaixonem por mim. Estou buscando em mim mesma esta admiração, esta segurança e este bem estar obtidos com a minha única e exclusiva companhia...e tem sido uma delícia de relacionamento! Assim imagino que quando estiver preparada, este outro One se juntará a mim de forma natural...e com todas essas sensações mútuas....respeitando suas individualidades mas vivendo um momento único, juntos. Aí sim...

quarta-feira, abril 06, 2011